Os números mostram o crescimento do varejo no Brasil

crescimento do varejo

O ranking da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) mostra que entre as 300 maiores empresas de varejo do país, 102 cresceram mais de 10% em 2015 e 189 apresentaram algum grau de crescimento. Além disso, 135 das empresas aumentaram sua base de lojas e 126 aumentaram o quadro de funcionários. Já entre as 100 maiores, 67 delas tiveram crescimento nominal de vendas e mais da metade aumentaram o número de funcionários.

Estes dados demonstram que há espaço para quem quer crescer no mercado varejista capturar um pouco desse cenário que favorece hoje muitas das grandes varejistas. Acreditar no varejo é acreditar no setor que representa 43% do comércio geral brasileiro e que uma participação de 12,3% do PIB nacional (IBGE).

Veja algumas tendências de mercado no varejo para 2017 segundo o estudo TrendMe, da Dexi Marketing:

Social shopping

Aplicativos sociais associados ao varejo, como das redes Pinterest, Instagram, Tumblr e o Uber Eats que comercializa e entrega alimentos graças a uma associação feita com alguns fast foods. Os varejistas podem disponibilizar novos canais de compras integrados a aplicativos sociais, engajando o consumidor por meio de uma comunicação apropriada para a plataforma escolhida e vendendo ali mesmo.

Experiência contínua

Integração maior de canais on e offline, incluindo aí o uso de mídias sociais. O relacionamento com o cliente deverá ser cada vez mais integrado. Com isso, os varejistas começam a acompanhar mais toda a jornada de contato com os clientes de forma que a equipe de atendimento via telefone saiba quando o cliente já passou pelo relacionamento via Facebook, por exemplo, e em que etapa está a solução do problema.

Small data

Alguns pequenos dados dos clientes poderão dar ótimos insights para os varejistas sobre melhorias em seu fluxo de negócios. Enquanto o Big Data analisa dados mais complexos de ERP, CRM, dados de mercado, balanços, análise de concorrência e demonstrativos de resultados, o conceito de Small Data está mais vinculado à dados de pesquisas mais simples com os clientes. São exemplos de Small Data a análise de pesquisas com clientes (enquetes e pesquisas de satisfação), e-mails ou chamados com reclamações, percepção sobre comportamento de compra, etc. É um pequeno conjunto de dados que podem ser aprendidos e relacionados de forma qualitativa, para a tomada de decisões, dando insights capazes de conectar pessoas ou gerar novas oportunidades.

Co-branding

Parcerias entre marcas visam melhorar o relacionamento com o consumidor. A busca é por gerar experiências mais positivas e trabalhar a retenção de clientes a longo prazo. Essa tendência mostra que é preciso pensar o negócio “além do negócio”, quer dizer, como seu produto poderá se relacionar com o de outros varejistas e de que forma uma relação entre vocês poderia criar uma solução mais completa para seus clientes? Com criatividade e planejamento é possível planejar ações integradas com parceiros que ofereçam uma experiência de compra diferenciada para o consumidor.

24×7 de produtos e serviços

Especialmente nas principais capitais do país, se torna cada vez uma exigência maior do cliente a flexibilidade de atendimento. Por isso, lojas que buscarem soluções 24×7, ou seja, 24 horas por dia e 7 dias por semana, tendem a sair na frente. O varejista começa a perceber que seu cliente tem uma rotina extremamente agitada e, muitas vezes, pouco previsível. Quando oferece alternativas para que ele compre em horários que melhor atendam suas necessidades, há mais chances do cliente adquirir um produto.

Maior personalização

Entender a individualidade de cada cliente é um diferencial importante nos negócios. O cliente busca que o varejista o conheça cada vez melhor e facilite o processo de compra baseado em suas experiências particulares de consumo. Por isso, é preciso analisar os perfis de cada cliente e agrupá-los conforme seus hábitos, expectativas e experiências de compra. Se o cliente prefere comprar espumantes à vinho, por exemplo, a comunicação deve ser direcionada para impactá-lo com este item que ele prefere comprar.

Alguns dos motivos de otimismo com o varejo nacional

  • Segundo o IDV, o setor de hipermercados e supermercados, além de produtos alimentícios, bebidas e fumo cresceu 5,4% entre maio e julho deste ano (estava em -5,5% e passou para -0,1%);
  • O mercado de combustíveis e lubrificantes cresceu 0,9% (era de -10,8 e passou para -9,9%);
  • Eletrodomésticos teve um crescimento de 3,6% (era de -16,5% e passou para -12,9%);
  • Livros, jornais e papelaria cresceu 5,8% (era de – 24,4% e passou para -18,6%);
  • Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação cresceu 1,5% (era de -14,4% para -12,9%);
  • No acumulado do primeiro semestre, o setor de artigos farmacêuticos, medicina ortopédica e perfumaria cresceu 0,2%

Dados do IBGE publicados no IDV

  • A Abrinq prevê crescimento de 11% para o Natal
  • Vendas de smartphones subiram 3,3% entre julho e setembro de 2016, segundo a consultoria IDC
  • Número de brasileiros que esperam comprar carro em um ano sobe de 40% para 48%, segundo pesquisa encomendada pelo Ibope Conecta
  • Vendas nos supermercados sobem 1,21% em setembro de 2016, conforme dados da Abras – uma alta de 4,66% se comparado ao mesmo mês no ano passado

Tecnologias para pesquisa de preço já são uma realidade e tendem a crescer cada vez mais no futuro, por isso, soluções como a InfoPrice que analisam e interpretam dados de inteligência do mercado podem ser estratégicas para os varejistas. Os dados completos, que trazem uma profunda análise do mercado, podem ser analisados de forma ampla ou segmentada. Assim, os varejistas podem obter uma maior compreensão sobre como se posicionar ante o consumidor, e oferecerem a ele uma experiência de compra que seja cada vez mais personalizada, contínua e completa.